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A impotência sexual é mais comum do que você pensa: saiba identificar

Publicado em 26 de fevereiro de 2020
Por: Dr. Leonardo Ortigara

A impotência sexual é mais comum do que você pensa: saiba identificar

A impotência sexual é mais comum do que parece. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 15 milhões de brasileiros apresentam dificuldades de ereção, o que representa 30% da população masculina do país.

É muito importante falar sobre esse assunto, que muitas vezes causa motivo de constrangimento no universo masculino.

A impotência sexual pode atrapalhar tanto a vida social, quanto a saúde psicológica do homem, além de estar relacionada com o desenvolvimento de outras doenças.  Por isso, a busca por ajuda médica não deve ser descartada.

Felizmente, é um problema que pode ser tratado, devolvendo o bem-estar à vida dos homens que sofrem com essa disfunção.

Mas você conhece sabe o que pode causar impotência sexual? E qual é o momento de procurar ajuda médica?

Leia o artigo até o final para responder todas a essas questões e se informar a respeito desse tema tão importante para os homens.

Impotência sexual: o que preciso saber a respeito do problema?

A impotência sexual ou disfunção erétil consiste na incapacidade persistente em obter e manter uma ereção o tempo suficiente para que haja um desempenho sexual satisfatório.

Embora não seja uma doença maligna, a impotência sexual pode afetar consideravelmente outros aspectos do indivíduo, como a sua saúde psicológica, emocional e afetiva. Além disso, a disfunção erétil pode surgir como sintoma de alguma doença cardíaca.

Por isso, é fundamental procurar a ajuda de um urologista quando surgir esse sintoma, já que, além de tratar a dificuldade em manter relações sexuais, serão observadas comorbidades associadas ao problema.

Mas o que leva o indivíduo à impotência sexual?

O que aumenta o risco da impotência sexual?

Os principais fatores de risco da impotência sexual, são:

  • idade;
  • histórico de diabetes, doenças cardiovasculares e doenças neurológicas;
  • falta de exercícios físicos;
  • obesidade;
  • tabagismo;
  • hipercolesterolemia;
  • síndrome metabólica;
  • aterosclerose;
  • trauma pélvico;
  • hipertensão arterial;
  • depressão;
  • uso de medicamentos anti-hipertensivos e antidepressivos.

Por isso, caso você apresente algum desses fatores de risco, esteja atento para o surgimento ou agravamento do problema. 

É importante saber que o risco da disfunção erétil pode ser reduzido com a modificação ou tratamento desses fatores, principalmente com a prática de atividade física e a perda de peso.

Andropausa

Outro aspecto relacionado à impotência sexual masculina é a deficiência androgênica do envelhecimento masculino (DAEM), conhecida como andropausa.

Isso acontece pois a produção de testosterona pelos testículos tende a cair progressivamente à medida que o homem envelhece. Em decorrência disso, o desejo sexual e a ereção são afetados.

Embora isso aconteça naturalmente com o organismo, é fundamental procurar ajuda médica para verificar se existem outras causas relacionadas. 

Diagnóstico: como é feito?

Para identificar a disfunção erétil, primeiramente, o paciente deve relatar todo o seu histórico de dificuldades durante o desempenho sexual. Além disso, é fundamental esclarecer ao urologista se o problema apresenta início súbito ou gradual, assim como se é algo permanente ou intermitente.

Após analisar o histórico do paciente, será realizado um exame físico, que busca identificar as possíveis causas da disfunção erétil, assim como outras doenças relacionadas ao problema. O exame físico contém a verificação de:

  • toque retal;
  • pressão sanguínea;
  • distribuição de pelos e gordura no corpo;
  • ginecomastia;
  • exame genital.

No entanto, quando a disfunção erétil for uma suspeita de outros problemas de saúde, o ideal é que o paciente faça outros exames, como glicemia, testosterona total e perfil lipídico.

Outros exames mais específicos serão recomendados quando o paciente estiver exposto a um grupo de médio e alto risco de desenvolvimento de doenças cardíacas relacionadas.

Atenção às doenças cardíacas

Em decorrência dos riscos cardíacos associados à atividade sexual da disfunção erétil, é importante verificar em que grupo o paciente se encaixa: baixo risco, risco intermediário e alto risco.

Os pacientes do grupo de baixo risco são aqueles assintomáticos, que apresentam menos de três fatores de risco relacionados a:

  • doença arterial coronariana;
  • angina leve ou estável;
  • infarto do miocárdio pregresso não complicado;
  • disfunção do ventrículo esquerdo;
  • insuficiência cardíaca congestiva;
  • pós- revascularização coronariana bem sucedida;
  • hipertensão controlada;
  • doença valvar leve.

No entanto, a partir do grupo de pacientes de risco intermediário, que são aqueles identificados com mais fatores de risco, além do urologista, devem passar por uma consulta com um cardiologista. 

Dessa forma, será feita uma investigação mais profunda de outros problemas relacionados.

Fique tranquilo

De qualquer forma, saiba que as alterações no desempenho sexual masculino possuem tratamento. A partir de um diagnóstico correto, é possível melhorar a sua qualidade de vida e evitar que complicações surjam.

Lembre-se que, em um consultório médico, você deve se sentir totalmente à vontade para falar sobre qualquer problema sem nenhum constrangimento. Por isso, procure um urologista que ofereça confiança durante o atendimento. Entre em contato com a minha equipe para agendar uma avaliação em Balneário Camboriú ou Itajaí.

Material escrito por:
Dr. Leonardo Ortigara
CRM 15149 / RQE 7698
X Balneário Camburiú Itajaí