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#Novembro azul: ninguém está livre do câncer de próstata!

Publicado em 10 de novembro de 2020
Por: Dr. Leonardo Ortigara

#Novembro azul: ninguém está livre do câncer de próstata!

O Novembro Azul é o mês dedicado à prevenção e conscientização sobre o câncer de próstata. No Brasil, o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens e atinge um a cada seis pacientes masculinos em algum momento da vida. Somente em 2020, estima-se mais de 65 mil novos casos da doença em nosso país, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca).

Apesar de as campanhas terem como foco, majoritariamente, o público heterossexual masculino, é importante ressaltar que o câncer de próstata pode atingir todos os pacientes que possuam sistema genital biológico masculino. Ou seja, mulheres trans, travestis e algumas pessoas com identidade de gênero não-binária, além dos homossexuais do sexo masculino também correm o risco de desenvolver a doença. 

A importância do diagnóstico precoce do câncer de próstata

Quando falamos em câncer, seja de qualquer tipo, o diagnóstico precoce é o melhor aliado para aumentar as chances de cura. Com o câncer de próstata não é diferente: identificá-lo nos estágios iniciais aumenta as chances de cura em até 90%, sem causar nenhum tipo de complicação ou sequela para o paciente. 

Por se tratar de uma doença silenciosa, o câncer de próstata não apresenta sintomas no início do quadro. Para não identificá-lo tardiamente, quando os sintomas começarem a aparecer, é de fundamental importância realizar exames preventivos anualmente a partir dos 45 anos de idade.  

O diagnóstico é realizado por meio do exame de toque retal, que verifica se há alguma alteração – como um nódulo – na região prostática, além do Prostate-Specific Antigens (PSA), um exame de sangue que analisa a quantidade de proteína liberada na próstata. Esse exame não é capaz de detectar a doença, mas aponta a necessidade de continuar ou não a investigação.

Por mais que não se identifiquem como pessoas do sexo masculino, mulheres trans, travestis e pessoas com identidade de gênero não-binária, precisam se lembrar da importância de realizar os exames preventivos. 

Portanto, nada melhor do que aproveitar o Novembro Azul para realizar suas consultas e exames de rotina. Para amenizar o desconforto na consulta médica, o ideal é procurar um profissional que seja atencioso e ofereça atendimento humanizado.

Como tratar o câncer de próstata?

Quando diagnosticado em fase inicial, costuma-se adotar a vigilância ativa, um tratamento que consiste apenas em realizar exames trimestrais para acompanhar o desenvolvimento da doença. Em estados mais avançados, o câncer pode ser tratado com radioterapia, quimioterapia, braquiterapia ou cirurgia, dependendo do estágio e necessidades de cada paciente. 

Muitos pacientes ainda têm receio de se submeter à cirurgia de câncer de próstata, por conta dos possíveis efeitos colaterais, como incontinência urinária e disfunção erétil. No entanto, a cirurgia robótica, uma técnica minimamente invasiva e inovadora no tratamento do câncer de próstata, permite preservar o controle da urina e a capacidade de ereção na grande maioria dos casos.  

É possível prevenir a doença?

Além da conscientização sobre a importância do diagnóstico precoce, o Novembro Azul também tem o objetivo de promover a adoção de hábitos preventivos contra o câncer de próstata. Apesar de não impedir o aparecimento da doença, manter um estilo de vida saudável ajuda a reduzir os riscos ou retardar o aparecimento do câncer.

Confira o que você pode fazer:

  • manter uma alimentação equilibrada e rica em frutas, verduras, legumes, grãos e cereais integrais;
  • evitar o consumo de alimentos gordurosos;
  • praticar atividade física ao menos 3 vezes na semana;
  • manter o peso adequado;
  • não fumar e
  • reduzir o consumo de bebida alcoólica.

Pacientes que fazem terapia hormonal precisam se preocupar?

As pessoas que não fazem nenhum tipo de terapia hormonal constante devem ter a mesma preocupação que os homens cisgênero, já que excluindo fatores hereditários e ambientais particulares a cada paciente, os riscos são os mesmos.

Por outro lado, pessoas que fazem terapia hormonal para bloquear a testosterona e aumentar a presença de estrogênio, em tese, não correm os mesmos riscos. No entanto, a baixa quantidade de estudos científicos sobre o assunto ainda não permite afirmar com total certeza que os riscos são menores.

Por enquanto, o mais recomendado é realizar os exames preventivos e ligar o alerta mesmo que você faça terapia hormonal. 

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Material escrito por:
Dr. Leonardo Ortigara
CRM 15149 / RQE 7698
X Balneário Camburiú Itajaí