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Ondas de choque: um tratamento revolucionário para disfunção erétil

Publicado em 14 de agosto de 2020
Por: Dr. Leonardo Ortigara

Ondas de choque: um tratamento revolucionário para disfunção erétil

A disfunção erétil é uma patologia sexual caracterizada pela incapacidade de ter ou manter uma ereção satisfatória para a relação sexual. O problema é bastante comum com o avanço da idade: segundo a Sociedade Brasileira de Urologia, cerca de 50% dos homens apresentam algum grau de disfunção sexual após os 50 anos de idade. 

Além de problemas decorrentes do avanço da idade, como diabetes e complicações vasculares, a origem da condição também pode estar relacionada a problemas de ordem emocional, como estresse, depressão e ansiedade. Pacientes que sofrem com a disfunção apresentam uma perda significativa na qualidade de vida e devem buscar tratamento adequado para combater o problema. 

Neste artigo, você irá conhecer o tratamento realizado por ondas de choque, considerado um método inovador para tratar a disfunção erétil. Acompanhe!

O que é o aparelho de ondas de choque?

O Litotripsia Extracorpórea por Ondas de Choque (LECO) é um pequeno aparelho de ondas de choque de baixa pressão acústica capaz de melhorar a qualidade da ereção. Trata-se de uma técnica inovadora, minimamente invasiva e praticamente indolor. Com um foco diferente, visa restaurar definitivamente a função eretiva, recuperando a irrigação do tecido cavernoso peniano.

Como funciona?

As ondas de choque são ondas acústicas que se propagam no meio onde são aplicadas. Após a aplicação, as ondas interagem com o tecido e induzem reações biológicas. Como resultado, há fatores de crescimento que ativam a neovascularização do tecido com subsequente aumento do aporte sanguíneo.

Como uma das causas funcionais subjacentes da disfunção erétil é a má circulação do fluxo sanguíneo arterial cavernoso, as ondas de choque melhoram o fluxo arterial, o que por sua vez permite a função erétil. 

As ondas de choque para disfunção erétil possuem uma grande área de foco e atuam em maior profundidade. Por isso, são capazes de entregar a energia transmitida de uma forma mais efetiva. Além disso, quando há a possibilidade de alterar a profundidade de foco, elas precisam ser aplicadas apenas de um lado do pênis durante o tratamento, tornando a sessão mais fácil e rápida.

Para realizar o procedimento, o LECO é colocado próximo a diferentes áreas do pênis. Em seguida, o médico move o dispositivo ao longo de partes do órgão por cerca de 15 minutos enquanto emite pulsos suaves. Não é necessário anestesia.

Ondas de choque para disfunção erétil X Tratamentos convencionais

As modalidades tradicionais de tratamento não cirúrgico da disfunção erétil consistem, principalmente, no uso de inibidores da fosfodiesterase oral tipo 5 – como o Viagra – ou injeções intracavernosas de agentes vasodilatadores. Esses tratamentos são muito eficazes e são razoavelmente seguros, com efeitos adversos ou indesejados raros. 

No entanto, eles não são capazes de alterar a fisiopatologia do mecanismo erétil. Geralmente, são realizados antes do ato sexual e seus efeitos são essencialmente limitados. Ou seja, a maioria dos pacientes com disfunção erétil depende do tratamento para manter sua função sexual. 

Por outro lado, o tratamento por ondas de choque busca promover a cura da disfunção, permitindo que o paciente tenha ereções espontâneas e naturais. Dessa forma, não há a necessidade de qualquer tipo de procedimento artificial antes da relação sexual. 

Por isso, fornecer um tratamento para homens com disfunção erétil que seja reabilitador ou até curativo e que lhes permita recuperar a atividade sexual espontânea com intimidade normal e sem efeitos adversos é uma grande inovação no ramo médico.

Quais pacientes podem se beneficiar com o tratamento?

O tratamento com ondas de choque apresenta eficácia em pacientes que possuem disfunção erétil leve ou moderada. Além disso, o tratamento é mais recomendado para tratar a disfunção erétil de origem vascular, pois as ondas de choque atuam na vascularização da região peniana.

Pacientes diabéticos, que possuem problemas na próstata ou que sofrem com Peyronie (curvatura peniana) são os melhores candidatos a se submeterem ao tratamento. Em pacientes acima de 70 anos, cardiopatas e com diabetes crônica, por exemplo, as ondas de choque são pouco efetivas.

Eficácia comprovada

Por se tratar de um método relativamente novo e desconhecido por muitos pacientes, é normal que surjam algumas dúvidas. No entanto, um estudo, publicado na  Therapeutic Advances in Urology, comprovou a eficácia das ondas de choque para disfunção leve a moderada devido a doença cardiovascular. O  ensaio clínico randomizado duplo-cego foi realizado com 20 homens, com idade superior a 50 anos.  

Após o tratamento, a função erétil melhorou em 15 dos 20 pacientes que participaram do estudo. Um aumento de mais de cinco pontos no Índice Internacional de Função Erétil – Função Erétil (IIEF-EF) foi observado em 14 homens e em mais de 10 pontos em 7 homens. 

Novos estudos estão sendo realizados e outras pesquisas ainda devem ser feitas sobre o tratamento. Contudo, já é possível afirmar que as ondas de choque representam um grande avanço no combate à disfunção erétil.

Em Santa Catarina, existem pouquíssimos aparelhos de LECO para o tratamento de disfunção. Em minha prática clínica, em Balneário Camboriú e Itajaí, tenho percebido que os pacientes que já realizaram o procedimento demonstraram uma resposta muito boa e satisfatória com o resultado.
Quer saber mais sobre esse tratamento inovador? Entre em contato com minha equipe e agende sua consulta!

Material escrito por:
Dr. Leonardo Ortigara
CRM 15149 / RQE 7698
X Balneário Camburiú Itajaí