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O que é fimose e como diferenciar do excesso de pele no pênis?

Publicado em 6 de maio de 2022
Por: Dr. Leonardo Ortigara

O que é fimose e como diferenciar do excesso de pele no pênis?

Ao se ter um filho ou durante a adolescência, é comum se perguntar o que é fimose e como diferenciar esse problema do excesso de pele no pênis. Infelizmente, por ser um tema que ainda é tratado com muito tabu, também é normal haver uma certa vergonha para conversar sobre isso com os amigos ou familiares.

A fimose nada mais é do que o excesso de pele que recobre o pênis, o que faz com que a glande, a cabeça do pênis, não fique totalmente exposta. Essa condição é bem comum em bebês, mas tende a se resolver sozinha com o passar do tempo.

Mas, em alguns casos, o problema pode continuar durante a adolescência ou fase adulta, causando problemas na vida sexual e outros sintomas incômodos. Por isso, os pais podem ficar com dúvida se devem realizar a cirurgia de forma preventiva ou se essa preocupação não é necessária, assim como os jovens podem se questionar sobre quando é necessário ir no médico.

Essa é a sua dúvida? Eu vou ajudar. Continue lendo para saber o que é fimose e como diferenciá-la do excesso de pele no pênis.

O que é fimose?

Para saber o que é fimose é preciso entender um pouco mais sobre a estrutura do pênis. Esse órgão é divido em três partes: a glande, também chamada de cabeça, o corpo e a raiz. A glande é a parte mais sensível, por isso, conta com uma proteção quando o pênis está flácido.

Essa proteção é uma pele chamada prepúcio, que recobre toda a cabeça do pênis. Mas, essa pele pode ser maior que deveria e ficar mais aderida à área, o que dificulta que a cabeça fique exposta. Esse problema é mais comum do que se imagina. 

De acordo com a Associação Médica Brasileira e Conselho Federal de Medicina, o prepúcio é retrátil em apenas 4% dos recém-nascidos. Aos 6 meses, esse número sobe para 20% e vai para 50% aos 3 anos. Já aos 17 anos, estima-se que 99% dos casos já estão resolvidos.

Ou seja, apenas 1% dos bebês que nascem com esse problema sofrerão de alguma consequência no futuro pela falta de tratamento.

Quais são as causas?

As pessoas depois de saberem o que é fimose costumam se perguntar o que causa essa condição. Na maioria das vezes, ela é algo próprio de nascença. Como já falado, cerca de 96% dos meninos nascem com ela, que não é genética.

Mas esse excesso de aderência também pode ocorrer durante outra fase na vida, o que é chamado de fimose secundária e pode ser causada por:

  • falta de higienização do órgão;
  • traumas locais;
  • infecções e
  • inflamações.

Todos os problemas acima vão causando o estreitamento do prepúcio, o que faz com que a glande não consiga mais ficar aparente.

Como é feito o diagnóstico da fimose?

O diagnóstico da fimose só pode ser feito por um urologista a partir do exame físico do pênis. Muitos pais, a partir da manipulação do órgão, concluem que o filho tem essa condição, mas essa conclusão, muitas vezes, está errada. Além dessa prática não dar um diagnóstico preciso, ela ainda pode machucar a criança.

Forçar o prepúcio de forma repetitiva pode lesionar a área e, inclusive, causar fimose secundária. Por isso, deixe o diagnóstico para o médico, converse com ele sobre isso e siga todas as orientações.

Vale ressaltar que essa mesma orientação serve para adolescentes. Não tente forçar porque você pode acabar se machucando.

Como diferenciar o excesso de pele no pênis da fimose?

O principal ponto que diferencia o excesso de pele no pênis da outra condição é a sua aderência à glande. Se é possível retrair toda a pele para expor a cabeça do pênis, então não é fimose.

Na fase adulta, outra forma de diferenciar é por meio da existência de outros sintomas, como:

  • dificuldade ou dor para ter uma ereção;
  • falta de prazer durante atos sexuais;
  • inchaço na glande ou no corpo do pênis e
  • sangramentos eventuais.

Como já falado, apenas um médico pode fazer o diagnóstico e a manipulação incorreta do órgão pode trazer danos para a saúde.

Como é feito o tratamento da fimose?

Após o diagnóstico de fimose, o urologista traçará um tratamento para auxiliar na redução da aderência da pele da glande. Isso pode ser feito de diversas formas, dependendo da idade do paciente, da gravidade do seu caso e, se fizer sentido, da evolução com o passar do tempo.

De forma geral, em bebês não é preciso realizar nenhum tratamento, uma vez que o excesso de pele no pênis tende a se desprender sozinha. Já quando a criança é mais velha e a aderência ainda está muito alta para a sua idade, pode-se seguir um dos dois tratamentos:

  • pomadas: para reduzir a inflamação, evitar infecções e reduzir a dor, facilitando que a pele deslize sobre a cabeça do pênis, e
  • exercícios: retração da pele de forma cuidadosa para ir soltando a pele. Sempre deve ser feita seguindo as orientações médicas, uma vez que pode causar dor e lesões.

Nos casos em que os tratamentos acima não funcionem ou quando a condição for diagnosticada na fase adulta, deve-se realizar uma pequena cirurgia que faz a remoção do excesso de pele no pênis.

Em todos os casos, é indispensável limpar bem o órgão para evitar infecções, que são mais comuns em pacientes com fimose.

Ainda tem alguma dúvida sobre o que é fimose, como é feito o seu diagnóstico e o seu tratamento? Entre em contato comigo.

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Material escrito por:
Dr. Leonardo Ortigara
CRM 15149 / RQE 7698
X Balneário Camburiú Itajaí