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8 mitos e verdades sobre pedra nos rins

Publicado em 15 de maio de 2020
Por: Dr. Leonardo Ortigara

8 mitos e verdades sobre pedra nos rins

A litíase ou cálculo renal, popularmente conhecida como pedra nos rins, é uma condição considerada bastante comum e com alta taxa de recorrência. Estima-se que 5 a 15% da população vai sofrer com a doença em algum momento da vida. Pacientes masculinos com faixa etária entre 35 e 45 anos são o principal grupo de risco, mas o problema pode atingir pacientes infantis, adultos e idosos de ambos os sexos.

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Os cálculos renais são formações endurecidas resultantes do acúmulo de cristais de sais na urina que se formam nos rins ou nas vias urinárias. O aparecimento das pedras nos rins ocorre quando a urina apresenta quantidades maiores de algumas substâncias como cálcio e ácido úrico que se agrupam e se transformam em pequenas pedras.

Apesar de ser relativamente comum, as pedras nos rins ainda geram dúvidas e questionamentos em muitos pacientes. Neste artigo, reuni 8 mitos e verdades para que você saiba mais sobre essa condição e esclareça suas principais dúvidas. Vamos lá?

1. Consumir muito sal provoca pedras nos rins?

Verdade. O consumo excessivo de sal, embutidos, industrializados, refrigerantes e alimentos ricos em sódio de maneira geral é um fator de risco para o desenvolvimento de pedras nos rins. Isso porque o sódio provoca aumento na excreção urinária de cálcio, resultando no acúmulo de pequenos cristais nos rins que podem resultar na formação de  cálculos renais.

2. A pedra nos rins é uma das condições mais dolorosas que existem

Verdade. Quem já teve cálculo renal em algum momento da vida sabe o quanto é desconfortável e extremamente doloroso. A formação de cálculos no interior dos rins pode acabar bloqueando parte da via urinária. Quando o cálculo começa a se movimentar em direção à bexiga, o paciente sente uma dor intensa e muitas vezes insuportável. A medicina classifica a dor provocada pelas pedras nos rins como uma das piores dores provocadas pelo corpo humano.

3. Excesso de vitamina C aumenta chances de desenvolver cálculo renal

Verdade. Quando a vitamina C é consumida em excesso, o organismo não consegue absorver toda a quantidade ingerida e passa a expelir o que não foi metabolizada. O fígado, ao metabolizar a vitamina C, produz oxalato de cálcio e, ao liberar a substância em excesso, acaba aumentando as chances de desenvolvimento de pedras nos rins.

4. Bebidas alcoólicas aumentam as chances de cálculo renal

Depende. Por diminuir o metabolismo do ácido úrico, o consumo em excesso de bebidas alcoólicas é um hábito que pode estar associado à formação de pedras nos rins. No entanto, de maneira isolada, a ingestão de bebidas alcoólicas não aumenta as chances de o paciente desenvolver cálculos renais, uma vez que não é a causa principal do problema.

5. Beber bastante água previne a condição

Verdade. A ingestão de líquido ajuda a diluir os cristais sólidos de sais e minerais nos rins e diminuir a concentração dos mesmos, já que são expelidos pela urina. A recomendação é que um paciente adulto consuma, pelo menos, 2,5 litros de água ao longo do dia.

6. Leite pode causar pedras nos rins

Mito. A associação de que o consumo de leite está relacionada ao surgimento de pedras nos rins se deve ao fato de a bebida ser rica em cálcio, uma das substâncias que aumentam as chances do aparecimento do problema. No entanto, o consumo de cálcio não está ligado à formação de cálculos renais. Por outro lado, a deficiência do nutriente diminui a eliminação de oxalato, substância que compõe o cálculo renal. Ou seja, o cálcio ajuda a evitar a doença.

7. Casos de pedras nos rins aumentam no verão

Verdade. Durante o verão e em períodos com altas temperaturas, nosso corpo tende a ficar mais desidratado. Com menos líquido para filtrar, o rim tende a ficar com maior quantidade de urina concentrada, o que aumenta o risco de formação de cristais que dão origem aos cálculos renais.

8. Tomar água durante as crises ajuda a aliviar os sintomas

Mito. A água é uma excelente alternativa para a prevenção dos cálculos renais, mas deve ser evitada quando as cólicas e dores aparecem. Isso porque durante os momentos de crise os rins continuam a filtrar a urina, mas não conseguem direcioná-la às vias urinárias devido ao bloqueio provocado pelos cálculos. Quanto mais água o paciente ingerir durante as crises, mais o rim ficará dilatado. E é justamente essa dilatação que provoca a dor intensa.

A importância de buscar ajuda médica

Mesmo que muitos cálculos renais sejam eliminados naturalmente através da urina, a condição exige avaliação médica para definir o melhor tratamento para cada paciente. Geralmente, o tratamento inicial consiste na maior ingestão de líquido e na administração de alguns medicamentos para tentar eliminar as pedras sem necessidade de intervenção cirúrgica.

Caso o problema persista, o urologista – especialista responsável por tratar a condição – pode recomendar a realização de uma cirurgia endoscópica para retirar os cálculos. Quando não tratada, a condição pode provocar diminuição ou perda total da função do rim afetado. 

Quer realizar uma avaliação da saúde de seus rins? Agende uma consulta através do site. Os atendimentos estão sendo realizado normalmente, em Itajaí e Balneário Camboriú, seguindo todas as recomendações de segurança impostas pelos órgãos oficiais de saúde.

Material escrito por:
Dr. Leonardo Ortigara
CRM 15149 / RQE 7698
X Balneário Camburiú Itajaí